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Crianças são fundamentais no combate ao mosquito Aedes aegypti

As crianças são fundamentais na propagação das informações sobre o mosquito Aedes aegypti e as doenças por ele transmitidas, dengue, Zika e chikungunya, principalmente no âmbito familiar. Eles são peças chaves na mobilização, não só por levarem as informações para casa, mas na formação de uma sociedade mais consciente no futuro.

Glauco Brandão tem nove anos e cursa o 4º ano na Escola Classe nº 06 do Cruzeiro, em Brasília (DF). Entre as atividades curriculares, o estudante tem aprendido sobre o mosquito. “Eu aprendi os sintomas das doenças que o mosquito transmite. E que não podemos deixar água parada, que é onde ela está acostumado a por os ovos”, explica. Tá confuso essa frase

Entre as pesquisas e tarefas que Glauco fez na escola, ele aprendeu a fazer um vaso com material reciclado para substituir os que possuem pratinho e acumulam água. “Pesquisei até um vaso que não acumula água, que agente faz com uma garrafa de refrigerante e um barbante. É só cortar a parte de cima da garrafa, fazer um furo na tampa e encaixar ao contrário com um barbante entre a terra e a água. Assim, a água fica embaixo e planta em cima e o mosquito não chega na água”, explica empolgado.

A mãe do estudante, Chiara Brandão, conta que ele está sempre contando em casa o que aprende na escola. “Tenho notado que na escola eles estão desenvolvendo uma série de tarefas sobre o assunto. Ele fica o tempo inteiro falando das coisas que ouve na aula. Não deixo acumular água em casa, mas uma vez ele viu um pernilongo em casa e perguntou: Mãe, será que é o mosquito da dengue?”, conta.

Para motivar a conscientização ainda na idade escolar, o Programa Saúde na Escola mobilizou mais de 18 milhões de estudantes e familiares na causa com atividades no início do ano letivo. O governo federal também organizou a Mobilização Nacional de Educação Zika Zero. Durante a ação, ministros, governadores, secretários de educação municipais e estaduais, além de autoridades e militares das Forças Armadas, percorreram as capitais brasileiras e 115 municípios considerados prioritários no combate ao mosquito.

Durante a mobilização, o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, ressaltou a importância de incluir as crianças em idade escolar na luta contra o mosquito. “A única vacina que nós temos é a nossa consciência, a nossa participação. Por isso que nós estamos mobilizando a escola. Temos 60 milhões de estudantes no Brasil. Através da sala de aula, podemos manter informada a juventude, as crianças, e elas levarem para dentro de casa uma nova atitude”, contou o ministro em entrevista ao programa Bom dia, Ministro.

As informações para o combate ao vetor devem fazer parte da educação de alunos em de todas as idades. “A orientação é fundamental para as crianças da pré-escola, sensibilizá-los para fazerem uma pergunta em casa, para mostrarem preocupação. A mesma coisa nós queremos dos alunos nos anos iniciais, para que eles comecem a tomar as atitudes diante de casa e de perguntar, provocar e fiscalizar. E os alunos já nos anos finais do ensino fundamental, do ensino médio e da universidade, para que eles assumam a responsabilidade. Se cada um gastar 15 minutos por semana para dar uma olhada na sua casa, nós vamos mudar a saúde pública no Brasil”, completa Mercadante.

Crianças contra Zika

Para sensibilizar ainda mais as crianças, o Ministério da Saúde lançou o projeto “Crianças contra Zika”, usando a música para ampliar os conhecimentos sobre as doenças e formas de prevenção. Com seis videoclipes, as canções foram compostas por músicos brasileiros e abordam o vírus Zika e o combate ao Aedes aegypti.



Entre os artistas convidados estão André Abujamra, Zeca Baleiro, Hélio Ziskind, Arnaldo Antunes, Xis, Marisa Orth e Palavra Cantada compuseram e interpretaram as canções, sob a curadoria musical de André Abujamra. O material é veiculado semanalmente pelo SBT, como parte da programação infantil, por meio da plataforma SBT do Bem. O canal também irá exibir minidocumentários, contando o processo de criação de cada compositor.

A série será disponibilizada, ainda, nas redes sociais, e as seis canções serão lançadas e distribuídas, posteriormente, em mais de cem serviços de transmissão de música e lojas virtuais, como iTunes, Google Play, Spotify, Deezer e Apple Music.

Autor: Gabriela Rocha.
Fonte: Blog da Saúde.

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